Falar de futebol quando não se é torcedor fanático - ou pior - quando nem se tem um time predileto, pode parecer difícil à princípio. Sempre fui de assistir a partidas pela TV – e torcer até – em jogos da Seleção, mas confesso que era muito mais pela oportunidade de estar reunida entre amigos ou família que eu encarava aqueles 90 minutos de bola pra lá e pra cá.
Pois bem, não se sabe como ou porquê surgiu a idéia de estar em um estádio de futebol. E agarrei a oportunidade com a curiosidade de quem nunca havia estado antes nesse reduto de olhares tão diferentes, juntos única e exclusivamente pela paixão ao esporte.
Domingo (04.05) era dia de final de campeonato baiano. Bahia e Vitória não iriam disputar numa partida entre si o título, coisa cada vez mais presente no baianão desde que a mudança no regulamento (que começou a valer em 2006) tornou o campeonato mais competitivo – em 2006 o Colo Colo foi campeão numa final contra o Vitória; em 2007 foi a vez de o Vitória ser campeão antecipado ganhando do Poções.
Duas partidas aconteceriam simultaneamente, às 16 horas, e os 4 times em campo teriam chances reais de serem campeões. No caminho para o Barradão, o olhar curioso da estreante estava atento a todos os detalhes – a movimentação da rua e das pessoas, a agitação dos carros, buzinaços, bandeiras, gritos, faixas, ambulantes – e todo o fluxo ia na mesma direção: rumo ao Barradão.
O estádio é mais limpo e organizado do que eu eu supunha; foi inaugurado em 9 de novembro de 1986 e reinaugurado em 25 de agosto de 1991, e tem capacidade atual para abrigar 45 mil torcedores, bem mais do que o público presente nesse Vítória versus Itabuna – 10 mil 793 pagantes. Engraçado foi ver a 'fiel' torcida que veio do interior ver o time do Itabuna – cerca de 10 torcedores que começaram tímidos, mas logo viram o seu time solto em campo e quase feliz nas suas tentativas de intimidar o time da casa.
O problema é que a empolgação dos itabunenses durou a té os 32 minutos do primeiro tempo, quando Rodrigão do Vitória abriu o placar no Barradão. A partir daí eles foram murchando cada vez mais, com o segundo, o terceiro, e o quarto gols do time soteropolitano, para ensaiar uma comemoração em homenagem ao gol de honra de Lei, meia do Itabuna em um lance bem sucedido aos 15 minutos do segundo tempo.
Enquanto o jogo se desenrolava no Barradão, o Bahia ia dando duro pra vencer o Conquista no estádio Armando Oliveira, em Camaçari. E durante todo o segundo tempo se desenhou a final mais disputada dos últimos anos, tanto que conseguiu um grande destaque na mídia esportiva nacional. O Vitória da Conquista, que entrou em Camaçari como favorito, ao fim do primeiro tempo já perdia com o gol de Pantico. Até aí tudo bem para o Vitória, que voltou para o segundo tempo contente com a atuação do Bahia, já que essa vitória, junto com o seu 1 a zero sobre o Itabuna, era suficiente para a conquista de mais um título baiano.
E era um tal de gol do Vitória aqui, e gol do Bahia lá... O Manuel Barradas, que antes estava até tranquilo (se é que isso é possível numa final de campeonato), foi de repente ficando mais e mais tenso. O nervosismo de jogadores e torcedores foi ao auge quando, depois do apito final – aos 49 minutos do segundo tempo, e com um placar final de 5 a 1 a favor do Vitória – o Bahia ainda jogava com o Conquista em Camaçari, e vencia por 5 a zero. Bastava um golzinho do Bahia e todo o esforço do Vitória iria por água abaixo. Foram 40 segundos de silêncio, antes da explosão de gritos ao som de uma trilha sonora inédita pra essa que vos escreve: “Senta que é de Menta”!
Fim de jogo em Camaçari. 5 a zero Bahia. Vitória Bicampeão Baiano. E tome “Créu”, pra comemorar um título quase perdido para o Vitória, quase ganho para o Bahia – um título que o Bahia tirou dos pés do favorito ao campeonato e (veja como as coisas acontecem!) ajudou o Vitória a conquistar. Pra quem nunca havia acompanhado de perto uma final de campeonato antes, realmente foi um evento e tanto...
Fontes:
Correio da Bahia
Bola na Área
Wikipédia
Terra - Esportes
Pois bem, não se sabe como ou porquê surgiu a idéia de estar em um estádio de futebol. E agarrei a oportunidade com a curiosidade de quem nunca havia estado antes nesse reduto de olhares tão diferentes, juntos única e exclusivamente pela paixão ao esporte.
Domingo (04.05) era dia de final de campeonato baiano. Bahia e Vitória não iriam disputar numa partida entre si o título, coisa cada vez mais presente no baianão desde que a mudança no regulamento (que começou a valer em 2006) tornou o campeonato mais competitivo – em 2006 o Colo Colo foi campeão numa final contra o Vitória; em 2007 foi a vez de o Vitória ser campeão antecipado ganhando do Poções.
Duas partidas aconteceriam simultaneamente, às 16 horas, e os 4 times em campo teriam chances reais de serem campeões. No caminho para o Barradão, o olhar curioso da estreante estava atento a todos os detalhes – a movimentação da rua e das pessoas, a agitação dos carros, buzinaços, bandeiras, gritos, faixas, ambulantes – e todo o fluxo ia na mesma direção: rumo ao Barradão.
O estádio é mais limpo e organizado do que eu eu supunha; foi inaugurado em 9 de novembro de 1986 e reinaugurado em 25 de agosto de 1991, e tem capacidade atual para abrigar 45 mil torcedores, bem mais do que o público presente nesse Vítória versus Itabuna – 10 mil 793 pagantes. Engraçado foi ver a 'fiel' torcida que veio do interior ver o time do Itabuna – cerca de 10 torcedores que começaram tímidos, mas logo viram o seu time solto em campo e quase feliz nas suas tentativas de intimidar o time da casa.
O problema é que a empolgação dos itabunenses durou a té os 32 minutos do primeiro tempo, quando Rodrigão do Vitória abriu o placar no Barradão. A partir daí eles foram murchando cada vez mais, com o segundo, o terceiro, e o quarto gols do time soteropolitano, para ensaiar uma comemoração em homenagem ao gol de honra de Lei, meia do Itabuna em um lance bem sucedido aos 15 minutos do segundo tempo.
Enquanto o jogo se desenrolava no Barradão, o Bahia ia dando duro pra vencer o Conquista no estádio Armando Oliveira, em Camaçari. E durante todo o segundo tempo se desenhou a final mais disputada dos últimos anos, tanto que conseguiu um grande destaque na mídia esportiva nacional. O Vitória da Conquista, que entrou em Camaçari como favorito, ao fim do primeiro tempo já perdia com o gol de Pantico. Até aí tudo bem para o Vitória, que voltou para o segundo tempo contente com a atuação do Bahia, já que essa vitória, junto com o seu 1 a zero sobre o Itabuna, era suficiente para a conquista de mais um título baiano.
E era um tal de gol do Vitória aqui, e gol do Bahia lá... O Manuel Barradas, que antes estava até tranquilo (se é que isso é possível numa final de campeonato), foi de repente ficando mais e mais tenso. O nervosismo de jogadores e torcedores foi ao auge quando, depois do apito final – aos 49 minutos do segundo tempo, e com um placar final de 5 a 1 a favor do Vitória – o Bahia ainda jogava com o Conquista em Camaçari, e vencia por 5 a zero. Bastava um golzinho do Bahia e todo o esforço do Vitória iria por água abaixo. Foram 40 segundos de silêncio, antes da explosão de gritos ao som de uma trilha sonora inédita pra essa que vos escreve: “Senta que é de Menta”!
Fim de jogo em Camaçari. 5 a zero Bahia. Vitória Bicampeão Baiano. E tome “Créu”, pra comemorar um título quase perdido para o Vitória, quase ganho para o Bahia – um título que o Bahia tirou dos pés do favorito ao campeonato e (veja como as coisas acontecem!) ajudou o Vitória a conquistar. Pra quem nunca havia acompanhado de perto uma final de campeonato antes, realmente foi um evento e tanto...
Fontes:
Correio da Bahia
Bola na Área
Wikipédia
Terra - Esportes
