quarta-feira, 18 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Bahia Café Aflitos
Foi inaugurado em 2002 com uma proposta de atrair um público mais selecionado, unindo o refinado cardápio e à música ao vivo com o melhor da mpb e do pop internacional da noite de Salvador à linda vista panorâmica da Baía de Todos os Santos. Àquela época encontrou problemas com a Sucom, devido ao vazamento do som ao vivo que atingia casas vizinhas, obrigando o local - antes aberto - a sofrer uma primeira reforma, tornando o ambiente climatizado. Mesmo assim continuou a buscar a mesma clientela - casais de 30 e poucos anos, que consomiam bastante, participavam do clube do whisky, etc.Não se sabe muito bem porquê o Bahia Café Aflitos fechou mais uma vez para reforma. E reabriu no ano passado, com decoração e proposta completamente diferentes. Agora o local tem ares de casa de show, com programação de quarta a domingo, na qual duas bandas de pop rock por noite se revezam com DJs. Mesas e cadeiras foram praticamente extintas do local (só são vistas em um pequeno camarote, longe do palco). A vista pro mar deixou de ser atração, já que foca extamente na direção oposta ao palco; a nova decoração é assinada pelo artista plástico, cenógrafo e produtor cultural Fábio Delduque.
O público mudou - ficou mais jovem - e o enfoque na gastronomia praticamente desapareceu, apesar de estar presente como um link no site oficial do local (mas eu nunca vi servirem comidas lá, só bebidas - e olhe que eu apareço por lá com alguma frequência...).
Não sei se isso tornou o lugar mais lucrativo do ponto de vista financeiro, mas certamente anda mais cheio - a galera entre vinte e trinta anos comparece pra ver atrações como Pablo Grotto - que toca lá às sextas e Mano Brother, grupo de reggae que dá o ar da graça aos sábados. Mas a programação muda bastante, é preciso estar atento às novidades; e não espere muito do som: funciona, mas as reformas não foram suficientes pra deixá-lo à altura de uma 'casa de shows'...
O ingresso agora custa R$ 15 pras mulheres e R$ 20 pros homens, e a cerveja é uma das mais caras da cidade - a long neck fica por R$ 6,90!!
Pra quem gosta do esquema 'inferninho', pode até valer a pena, mas não chegue muito tarde - tem serviço de manobrista mas até certo ponto; chega um momento em que nem os manobristas conseguem mais estacionar o seu carro.
Ah, e se você ficar lá até altas horas (tipo depois das bandas, quando o DJ entra na pista), é contemplado com uma macarronada, servida gratuitamente...
Para saber mais:
Bahia Café - Mirante dos Aflitos Tel.: (71) 3328-1332/3341-7872
Para saber mais:
Bahia Café - Mirante dos Aflitos Tel.: (71) 3328-1332/3341-7872
domingo, 8 de junho de 2008
Boteco do França
Tudo começou em 2002, quando Antônio França Vieira, então garçom do restaurante Postudo, também no Rio Vermelho, resolveu abrir um espaço só seu. Na verdade, não é só dele, ele tem um sócio - José Raimundo Almeida (também ex-garçom)- mas vocês entendem o que eu estou falando...
O Rio Vermelho é o bairro com que tem a tradição (real, diga-se de passagem) de ser o mais boêmio da cidade. Lugar ideal pra o Boteco de seu Antônio se instalar. O beco onde ficam as mesas, próximo à entrada, dá o toque despojado que tornou o local um point descontraído, reduto de intelectuais e notívagos - já que o 'França' só fecha mesmo quando sai o último cliente...
A comida é excelente. Se você quer um petisco, a variedade é grande. Mas se quiser algo mais sofisticado também, pode procurar no cardápio: vários pratos com nomes de cantores e artistas da nossa terra estão lá; semana passada eu comi 'Jussara Silveira' (um prato com camarão, tomate recheado...).
Entre os preferidos da clientela estão o arroz de polvo e o 'lasanha agreste', que mistura carne-seca, purê de macaxeira, molho branco e fatias de queijo gratinadas.
Além do espaço ao ar livre, o Boteco tem um ambiente climatizado no qual os proprietários deixam tocar cds de jazz, rock ou mpb, e uma carta de vinhos com mais de 40 rótulos. Tem mais: no verão abre também às segundas-feiras.
Quem conhece, é freguês assíduo; quem não conhece, devia conhecer...
Pra saber mais:
Boteco do França - Rua Borges dos Reis, 24-A, Rio Vermelho - Tel.: (71) 3334-2734
domingo, 18 de maio de 2008
Futebol sem bola - parte II
[Texto a ser publicado na 'Lupa' - jornal online produzido pelos alunos da disciplina Oficina de Jornalismo Online]
Falar de futebol quando não se é torcedor fanático - ou pior - quando nem se tem um time predileto, pode parecer difícil à princípio. Sempre fui de assistir a partidas pela TV – e torcer até – em jogos da Seleção, mas confesso que era muito mais pela oportunidade de estar reunida entre amigos ou família que eu encarava aqueles 90 minutos de bola pra lá e pra cá.
Pois bem, não se sabe como ou porquê surgiu a idéia de estar em um estádio de futebol. E agarrei a oportunidade com a curiosidade de quem nunca havia estado antes nesse reduto de olhares tão diferentes, juntos única e exclusivamente pela paixão ao esporte.
Domingo (04.05) era dia de final de campeonato baiano. Bahia e Vitória não iriam disputar numa partida entre si o título, coisa cada vez mais presente no baianão desde que a mudança no regulamento (que começou a valer em 2006) tornou o campeonato mais competitivo – em 2006 o Colo Colo foi campeão numa final contra o Vitória; em 2007 foi a vez de o Vitória ser campeão antecipado ganhando do Poções.
Duas partidas aconteceriam simultaneamente, às 16 horas, e os 4 times em campo teriam chances reais de serem campeões. No caminho para o Barradão, o olhar curioso da estreante estava atento a todos os detalhes – a movimentação da rua e das pessoas, a agitação dos carros, buzinaços, bandeiras, gritos, faixas, ambulantes – e todo o fluxo ia na mesma direção: rumo ao Barradão.
O estádio é mais limpo e organizado do que eu eu supunha; foi inaugurado em 9 de novembro de 1986 e reinaugurado em 25 de agosto de 1991, e tem capacidade atual para abrigar 45 mil torcedores, bem mais do que o público presente nesse Vítória versus Itabuna – 10 mil 793 pagantes. Engraçado foi ver a 'fiel' torcida que veio do interior ver o time do Itabuna – cerca de 10 torcedores que começaram tímidos, mas logo viram o seu time solto em campo e quase feliz nas suas tentativas de intimidar o time da casa.
O problema é que a empolgação dos itabunenses durou a té os 32 minutos do primeiro tempo, quando Rodrigão do Vitória abriu o placar no Barradão. A partir daí eles foram murchando cada vez mais, com o segundo, o terceiro, e o quarto gols do time soteropolitano, para ensaiar uma comemoração em homenagem ao gol de honra de Lei, meia do Itabuna em um lance bem sucedido aos 15 minutos do segundo tempo.
Enquanto o jogo se desenrolava no Barradão, o Bahia ia dando duro pra vencer o Conquista no estádio Armando Oliveira, em Camaçari. E durante todo o segundo tempo se desenhou a final mais disputada dos últimos anos, tanto que conseguiu um grande destaque na mídia esportiva nacional. O Vitória da Conquista, que entrou em Camaçari como favorito, ao fim do primeiro tempo já perdia com o gol de Pantico. Até aí tudo bem para o Vitória, que voltou para o segundo tempo contente com a atuação do Bahia, já que essa vitória, junto com o seu 1 a zero sobre o Itabuna, era suficiente para a conquista de mais um título baiano.
E era um tal de gol do Vitória aqui, e gol do Bahia lá... O Manuel Barradas, que antes estava até tranquilo (se é que isso é possível numa final de campeonato), foi de repente ficando mais e mais tenso. O nervosismo de jogadores e torcedores foi ao auge quando, depois do apito final – aos 49 minutos do segundo tempo, e com um placar final de 5 a 1 a favor do Vitória – o Bahia ainda jogava com o Conquista em Camaçari, e vencia por 5 a zero. Bastava um golzinho do Bahia e todo o esforço do Vitória iria por água abaixo. Foram 40 segundos de silêncio, antes da explosão de gritos ao som de uma trilha sonora inédita pra essa que vos escreve: “Senta que é de Menta”!
Fim de jogo em Camaçari. 5 a zero Bahia. Vitória Bicampeão Baiano. E tome “Créu”, pra comemorar um título quase perdido para o Vitória, quase ganho para o Bahia – um título que o Bahia tirou dos pés do favorito ao campeonato e (veja como as coisas acontecem!) ajudou o Vitória a conquistar. Pra quem nunca havia acompanhado de perto uma final de campeonato antes, realmente foi um evento e tanto...
Fontes:
Correio da Bahia
Bola na Área
Wikipédia
Terra - Esportes
Pois bem, não se sabe como ou porquê surgiu a idéia de estar em um estádio de futebol. E agarrei a oportunidade com a curiosidade de quem nunca havia estado antes nesse reduto de olhares tão diferentes, juntos única e exclusivamente pela paixão ao esporte.
Domingo (04.05) era dia de final de campeonato baiano. Bahia e Vitória não iriam disputar numa partida entre si o título, coisa cada vez mais presente no baianão desde que a mudança no regulamento (que começou a valer em 2006) tornou o campeonato mais competitivo – em 2006 o Colo Colo foi campeão numa final contra o Vitória; em 2007 foi a vez de o Vitória ser campeão antecipado ganhando do Poções.
Duas partidas aconteceriam simultaneamente, às 16 horas, e os 4 times em campo teriam chances reais de serem campeões. No caminho para o Barradão, o olhar curioso da estreante estava atento a todos os detalhes – a movimentação da rua e das pessoas, a agitação dos carros, buzinaços, bandeiras, gritos, faixas, ambulantes – e todo o fluxo ia na mesma direção: rumo ao Barradão.
O estádio é mais limpo e organizado do que eu eu supunha; foi inaugurado em 9 de novembro de 1986 e reinaugurado em 25 de agosto de 1991, e tem capacidade atual para abrigar 45 mil torcedores, bem mais do que o público presente nesse Vítória versus Itabuna – 10 mil 793 pagantes. Engraçado foi ver a 'fiel' torcida que veio do interior ver o time do Itabuna – cerca de 10 torcedores que começaram tímidos, mas logo viram o seu time solto em campo e quase feliz nas suas tentativas de intimidar o time da casa.
O problema é que a empolgação dos itabunenses durou a té os 32 minutos do primeiro tempo, quando Rodrigão do Vitória abriu o placar no Barradão. A partir daí eles foram murchando cada vez mais, com o segundo, o terceiro, e o quarto gols do time soteropolitano, para ensaiar uma comemoração em homenagem ao gol de honra de Lei, meia do Itabuna em um lance bem sucedido aos 15 minutos do segundo tempo.
Enquanto o jogo se desenrolava no Barradão, o Bahia ia dando duro pra vencer o Conquista no estádio Armando Oliveira, em Camaçari. E durante todo o segundo tempo se desenhou a final mais disputada dos últimos anos, tanto que conseguiu um grande destaque na mídia esportiva nacional. O Vitória da Conquista, que entrou em Camaçari como favorito, ao fim do primeiro tempo já perdia com o gol de Pantico. Até aí tudo bem para o Vitória, que voltou para o segundo tempo contente com a atuação do Bahia, já que essa vitória, junto com o seu 1 a zero sobre o Itabuna, era suficiente para a conquista de mais um título baiano.
E era um tal de gol do Vitória aqui, e gol do Bahia lá... O Manuel Barradas, que antes estava até tranquilo (se é que isso é possível numa final de campeonato), foi de repente ficando mais e mais tenso. O nervosismo de jogadores e torcedores foi ao auge quando, depois do apito final – aos 49 minutos do segundo tempo, e com um placar final de 5 a 1 a favor do Vitória – o Bahia ainda jogava com o Conquista em Camaçari, e vencia por 5 a zero. Bastava um golzinho do Bahia e todo o esforço do Vitória iria por água abaixo. Foram 40 segundos de silêncio, antes da explosão de gritos ao som de uma trilha sonora inédita pra essa que vos escreve: “Senta que é de Menta”!
Fim de jogo em Camaçari. 5 a zero Bahia. Vitória Bicampeão Baiano. E tome “Créu”, pra comemorar um título quase perdido para o Vitória, quase ganho para o Bahia – um título que o Bahia tirou dos pés do favorito ao campeonato e (veja como as coisas acontecem!) ajudou o Vitória a conquistar. Pra quem nunca havia acompanhado de perto uma final de campeonato antes, realmente foi um evento e tanto...
Fontes:
Correio da Bahia
Bola na Área
Wikipédia
Terra - Esportes
domingo, 11 de maio de 2008
River's Pub
O nome é uma alusão ao bairro onde se encontra - River é tradução em inglês de Rio, Rio Vermelho. Inaugurado há pouco mais de uma ano, o idéia para River's Pub saiu da cabeça de dois jovens empresários, os irmãos Augusto (conhecido pela noite soteropolitana como Guto) e Pablo Maimone, já experientes no ramo através da criação e gerência do 'Pra Começar', mais antigo, que fica na Pituba.Expandir é sempre uma palavra de ordem a todo empresário que se preze, e foi assim que o River's começou a sair do papel. Um bar temático, bem ao estilo 'pub inglês', com referências - partindo da decoração até chagar à música ao vivo - aos anos 70 e 80.
Móveis de antiquários, paredes plotadas com jornais londrinos dessas décadas dividem as atenções dos clientes com bandas selecionadas nos estilos Jazz, Blues, Pop Rock Nacional e Internacional, de terça à sabado, desde à sua inaugaração, no ano passado.
Os frequentadores beiram os 30 anos, e normalmente são das classes A e B, daí a escolha dos donos pela sofisticação no cardápio, que traz pratos como a Brusketa de Picanha com mussarela gratinada e o medalhão de Palmito. A corriqueira isca de filé ganha um toque diferente ao ser acompanhada pelo pão italiano, tudo isso acompanhado por uma variedade de cervejas importadas, e - pra quem gosta - whisky 12 anos devidamente guardado em um box exclusivo para cada cliente, que recebe sua própria chave de acesso.
O chopp sujo é uma aposta do local, exclusivo na cidade - servido em uma taça de um litro com sal e cubos de gelo de limão. Quando estive em Portugal, era costume associar o chopp a um refrigerante de limão, e a moda lá era bastante apreciada. Não sei se o paladar soteropolitano irá se acostumar a essa idéia...
Em visita ao local, me traz um pouco de desconforto o baixo pé direito - um problema também para o som ao vivo, já que essa característica acaba por potencializar o volume de um som que - seguindo as orientações do donos do local (e dos próprios frequentadores) - não pode de maneira alguma ser alto.
Por fim, o ambiente é sofisticado, o atendimento e o cardápio são bons e a música ao vivo também agrada, apesar de atualmente fugir um pouco da proposta inicial - veja a programação - terça: Vira lata de Luxo (veja o vídeo de uma canção executada pelo grupo); quarta: Sergio Passos; quinta: Abiúde; sexta: Dj Tatu; sábado: Contato Imediato e Dj tatu.
Vale a pena conhecer...
Para saber mais:
River's Pub - Rua da paciência, 123 Rio Vermelho Tel: (71) 3334 -5332
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Sobre o River's
>> O próximo post deste blog será sobre o River's Pub, aberto recentemente no Rio Vermelho, ocupando o lugar do Frankfurt. Acabo de conseguir o contato do proprietário. Escritos em breve...
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Temaki Box
Fica na Pituba. Segue a onda de uma nova tendência em Salvador: as Temakerias. Essa tendência é importada de São Paulo - lá os cones japoneses feitos tradicionalmente à base de alga, arroz e peixe já são uma boa opção de comida rápida desde 2003. Aqui a pioneira foi "O Cone", ali no Rio Vermelho. Depois, mais recente, "O Bistrô" (também no Rio Vermelho) investiu na sofisticação, com um ambiente interno mais amplo (2 andares).A Temaki Box foi inaugurada oficialmente há duas semanas, mas o seu idealizador, Bruno Boscolo, já experimentava o conceito desde o ano passado, com um projeto itinerante que esteve presente em eventos como os Ensaios dos Blocos Eva e Harém. A experiência deu certo, e a busca de um ponto fixo foi uma evolução natural.
Bruno, que além de empresário também é publicitário viu no novo hábito de vida moderno - a rapidez do cotidiano - um modo de estabelecer o estilo da sua casa: a refeição rápida (o local é pequeno, mas arejado, bancos altos acompanham pequenas mesas, também mais altas) - e também a sua identidade visual - a pop art, que no Japão tem sua expressão máxima.
A aposta no conceito jovem continua no figurino dos garçons, na cor tema escolhida para padrão - o pink - e no investimento em novidades: 5 dos 25 sabores de temaki oferecidos pela casa foram criados pelo próprio Bruno.
Os participantes da comunidade da Temaki Box no site de relacionamentos Orkut, propõem o 'Sweet Box' - Doce de goiabada, cream cheese, sorvete, em uma capinha crocante e quente, e o 'Veggie' - com tempero de legumes, como boas opções do cardápio. Perguntado sobre a preferência dos seus frequentadores, Bruno aponta também o Nachos - que traz um toque mexicano à culinária japonesa (esse eu adorei!) como um dos preferidos; além é claro, dos tradicionais - como o Salmão e o Camarão, que nunca são deixados de lado.
P.S. Quando forem por lá, experimentem o Melona, picolé asiático de melão que virou febre em São Paulo. Em Salvador, vocês só podem tomá-lo no Temaki Box...
Para saber mais:
Temaki Box - Avenida Paulo VI, 1759 - Pituba / Zona 0 - Salvador-BA - Tel.: (71) 3351-1454
Marcadores:
comida japonesa,
temaki; salvador; temaki box
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